
Penso em ti, quando sinto a suavidade
nas aspiras do vento, no silêncio do sol,
na sorridente eternidade.
Escuto as palavras que não dizes.
Meço a distância que não nos separa.
Cronometro o tempo que nunca passou.
Faço gestos inúteis, sem significado,
que nenhuma lógica sabe interpretar,
e são assim um sentido de mim
do meu procurar-te, do meu encontrar-te.
O amanhecer saberá se calhar dizer-me
que fio de seda devo escolher,
no labirinto sem saída dos teus olhos.