domingo, 21 de novembro de 2010

Coração d' Outono


A calma onde caminho,
está a apodrecer nas folhas
que a abraçam.

Movimentados pelo vento
os meus membros absorvem
o sumo do Outono,

E o fogo aveludado, da alma
que alimenta o tempo.

Coração que queimou,
que o avisto ainda,
desfeito em terra
no fogo que cujo se libertou.

Posso recolhê-lo e elevá-lo
nos braços e perguntar,
Como foi cortada a lenha ?
Como disposeram os cepos ?
E como a acenderam ?

Recontarão as chamas,
tudo do princípio ao fim
na luz que o amanheceu,
da solidão que as acendeu.