
Quando as palavras,
são pequenos fogos,
quando dentro delas,
qualquer coisa queima,
e não podem dizer,
o que conseguem dizer.
Apagam-se.
Em frente de quem
as sente, mentem-se,
nas respostas que não são,
o que sentem, extinguem-se.
Dizem de mais,
dizem demasiado,
dizem as falas,
que não dizem nada,
que não servem para nada,
que pesam o dobro,
sangram o dobro.
Suicidam-se.
O único desejo das que sobrevivem,
é ferir, abrigadas no alívio cinzento
da dor das que ainda ardem,
Enlouquecem.
Existindo nesta forma para
se sentirem melhor, emudecem.