
Fragmentos de alma e de vida
que permanecem suspensos
nos ventos da indiferença
como uma dança melancólica
que se dispersa a cada nota sentida.
Desvendas em lágrimas a esperança
que despes, pregos da nossa cruz,
desgostos, amarguras, sonhos,
que ao amanhecer morrem
com o latejar do nascer do sol.
Que fazer senão sobreviver,
a estes fogos a estas cinzas,
no recital dos anos que continuam,
a nascer e morrer cada dia sem piedade.