
Grãos de fina areia loira, ténue
risca estendida da bolsa azul
de um céu descosida, caídos,
no início e fim de um sorriso
pela recordação moídos.
Um sussuro ajoelha-se na areia,
a construir grandes castelos
como o sol, pequenas mãos,
belos instrumentos singelos.
Recordação que no castelo vive,
encalhada na areia, que a primeira
onda da noite abaterá, num bafejo
que da vida saboreia.
O caos dos mortos no primor
de um castelo, com o sol fechado
na areia, que rasga as vestes
do sorriso com rumor.
A morte é o sorriso de tudo,
somente um fantasma no castelo
guerreia, uma mulher de areia perfeita,
pela primeira onda da manhã desfeita.