quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sal do Corpo



No sal do teu mar quero
afundar o meu prazer,
dessedentar a minha boca,
refrescar a minha fome.

Mar sereno em mar revolto,
marés nos braços onde nado,
mel salgado, que me nutre,
das tuas pernas escorre
em suspiros envolto.

Segredos de doces melodias
do teu olhar se revelam,
que o grande cálix consolam,
divino néctar, preciosa jóia
onde, tu loucura mordias.

Na imensa curva da lua,
dois corpos abandonados,
num céu incerto, pela volúpia
alimentados.

Nos lábios, acenos num sorriso,
só nosso, para sempre indiviso.