
Deixa-me,
assim como apareceste.
Deixa-me,
sem um sinal,
sem uma palavra,
fogo d'uma lareira,
que se extingue.
Deixa-me,
sem um olhar.
Deixa-me,
faz-me escutar o eco dos
teus passos afastarem-se,
na chuva.
Deixa-me,
através da janela
escutar o dilúvio.
Deixa-me assim,
sem um verdadeiro,
adeus.