
Desvaneceu a luz de uma pequena lágrima
de prata, que de repente no céu,
do sopro dos meus dedos se acendeu.
Deixou-me só, debaixo da chuva fina,
na varanda da casa deserta,
sonhada, que em segredo ardeu.
Queria dizer-lhe o que experimento
quando em ti penso. Dizer-lhe o quanto
é difícil pensar em ti num só momento.
Dizer-lhe que és a minha liberdade,
dizer-lhe que és a minha escravidão,
dizer-lhe que és a minha carne que queima
como a carne nua, nas noites de verão.