quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fuga


No refúgio sou consumido,
nas asas d'um pássaro fujo,
através do vale fértil flutuo,
onde o sonho é crescido.

Campos e florestas,
com palavras se formam,
crescem, semeadas por
agricultores de mãos mestras.

Nuvens que se comprometem,
em formas recortadas pelo céu,
beijadas nos seios pelo vento,
nos braços do sol derretem.

Ninfas que duras não são,
para quem amam,
aos olhares de Brama,
se desnudam puras,
dos prazeres que abrasam a alma.

Rios que não correm para o mar,
que nascem, a montante pela
inspiração e se diluem a jusante,
na pena da criação.