segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Falar às Palavras



Quero falar às palavras,
Quero falar-lhes com frescor,
Quero saber como se constituem,
Quem foi o seu escultor.

Quero falar-lhes com,
palavras, não com sangue,
quero escrever-lhes com
rosto, sem que me engane.

Quero palavras que saiam
do molde, palavras com ventre,
imagens vivas a elevarem-se,
na mente.

Não quero palavras,
pavorosas, sem sol,
que brilham na sombra,
como plantas venenosas.

Não quero palavras,
que se calcam, sem honra,
que agarram, ferem e matam.

Quero palavras eloquentes,
escritas com emoção, quero,
palavras que batam como,
um coração.