
Do todo já não resta nada,
na areia da praia de prata,
que Poseidon escolheu como,
amada.
Voam quadros de,
nuvens claras pintados,
das mãos aos filhos de Éolo,
arrancados.
O teu olhar que o brilho,
ao sol roubou, suave e doce,
no meu pousou e logo,
o raptou.
Na espuma das ondas,
desenhamos o que,
nos une, num beijo,
lacrado nas essências
d'um só perfume.