
Tenho um pensamento
preso nas minhas folhas,
angustiado, do livro das
recordações libertado.
Extraído com músicas
em ferida num lamento.
Foram palavras que arderam
em dor, como o fogo que nos meus olhos colocaste.
Feitiço nas minhas mãos
amarrotado, em cinzas
de ardor transformado,
quando com o vento te
deitaste.
Recordação do meu destino
que já não arde em mim.
Amores desamoráveis,
olhares que se perdem,
no rasto perfumado de
estrelas inalcançáveis.